Cidade Viva

SUZANENSE PARTICIPA DO BBB10

 

Podem se acostumar com o rosto desse rapaz, pois pelos próximos meses ele estará sendo vigiado 24h por dia pelas câmeras do Big Brother Brasil 10. O suzanense Alex Villanova, um advogado de 36 anos foi abordado por um olheiro durante uma balada em São Paulo e convidado a participar do reality show. Alex estava sempre circulando pela noite e em Mogi o rapaz costumava freqüentar o Buxixo Bar principalmente quando a Banda Supra Sumo tocava. Apaixonado por música, o moreno sempre acabava dando uma canja. Apesar de ter ficado sabendo pela internet que Alex iria participar do BBB, a melhor amiga do rapaz Mirelle Siqueira, que mora atualmente na França já sabe o que Alex fará com uma parte do dinheiro que ganhar. "Estive no Brasil no final do ano e quando estava embarcando o Alex me ligou e disse que estava acontecendo uma coisa muito boa na vida dele, mas não disse do que se tratava. Ele me desejou boa viagem e me prometeu que em maio estará na França para o meu casamento. Não sei o que ele fará com o dinheiro se ganhar, mas com certeza os primeiros trocados serão para essa viagem".

A amiga revelou ainda que o moreno está solteiro e que pode sim acontecer um romance na casa. "Meu amigo é exigente, ele gosta de estar na companhia de mulheres bonitas e inteligentes. Ele detesta futilidades."

 

Dia do telefonista

Na década de XX, com a popularização do telefone, surgiu a profissão de telefonista. Esta profissional era quem intermediava todas as ligações. Com a evolução dos sistemas de telefonia, as características desta profissão sofreram modificações. Por esse motivo, escolhemos Regina Mont Serrat Soares Pires, que passou por todas essas mudanças, para representar essa categoria que é homenageada no dia 29 de junho.
Ela fez parte da primeira turma da CTBC e trabalha desde 1975 nesta área. Há dezenove anos trabalhando em "O Diário", diz que sua maior satisfação é poder ajudar ao próximo por meio de sua profissão. "Desde o início sempre fiquei muito feliz em poder colocar as pessoas em contato umas com as outras, isso é muito gratificante".
Regina conta que na época em que fez o curso, as coisas eram muito diferentes. "Tive que decorar vários códigos para fazer as ligações e demorávamos horas para conseguir completar uma ligação para uma cidade próxima, como Suzano, por exemplo".
As mudanças vieram e ela diz que não ficou estagnada. "Eu levei um baque com as transformações tecnológicas, mas fiz cursos de atualização, mas foi na prática que acabei aprendendo".
Uma das mudanças desta área desaponta a profissional: "Me sinto muito triste quando faço uma ligação e quem atende é uma gravação. Falta o calor humano, falta atenção e muitas vezes perdemos tempo esperando um ramal desocupar ou mesmo sem saber ao certo qual opção escolher. Quando uma telefonista atende, normalmente é capaz de nos dar mais atenção."
Parabéns, Regina e a todas as telefonistas!

Cidade Limpa

Desde 2005, nós do Cidade Viva levantamos  a bandeira da "despoluição visual" de Mogi das Cruzes. O município está sendo desfigurado aos poucos diante da paralisia de grande parte da população. Mas, assim como nós, muitos mogianos não se conformam com este processo que entristece nossos olhos e corações.

Liberdade de Imprensa

Durante 21 anos, os veículos de comunicação passavam pelo duro crivo da censura no Brasil. Jornalistas foram presos, torturados e até mortos pelos militares. Passado esse pesadelo, em 1984, nascia, em Mogi, o jornal "Pícaro". Esse veículo chegou com formato e linguagem audaciosos para a época e como o dia 7 de junho é data em que comemora-se a Liberdade de Imprensa, o Cidade Viva abre espaço para um dos idealizadores desse veículo que durou apenas três anos, mas que chamou muito a atenção das pessoas e mexeu com a cidade. Ele é o fotógrafo Jorge Beraldo que, com mais três amigos, Lucy Suzuki, Jairo Máximo e João Castilho, fundou o tablóide. Na mesma época que nascia o movimento das "Diretas Já".
Segundo Beraldo, o jornal tinha uma visão mais anarquista dos acontecimentos, mas conta que a matéria que mais mexeu com a sociedade mogiana da época foi o "Desbunde do Professa". "Nós publicamos a matéria, que nada mais era do que uma homenagem póstuma, sobre o professor Jugurta Lourival Glória, que foi diretor da escola Dr. Washington Luis e vereador da cidade. Ele foi preso por fumar maconha e morreu dentro da cadeia. Essa matéria fez com que a história fosse ressuscitada e posteriormente ele foi homenageado virando nome de rua".
O jornal contava com colaboradores de peso, como Fernando Gabeira e com uma visão aberta demais para a época, onde tratavam de assuntos pouco falados, como o homossexualismo, por exemplo. Beraldo diz que isso assustava um pouco os leitores. "Nós não sabíamos o que poderia acontecer, algumas vezes, os responsáveis pela gráfica onde rodávamos o jornal diziam que não iriam fazer a impressão porque usávamos muitos palavrões e tinham medo da censura, mas eles sempre acabavam cedendo".
Outro diferencial do tablóide era a forma de divulgação. "Para que as pessoas conhecessem o nosso jornal, nós pichávamos os muros da cidade para chamar a atenção".
Apesar da linguagem, o jornal era respeitado não só na cidade. "Nós recebíamos cartas de pessoas de outros lugares que leram o jornal e gostaram".
Questionado sobre o paradeiro dos outros amigos, Jorge conta que dois deles moram fora do Brasil. "A jornalista Lucy Suzuki, atualmente trabalha com moda na Itália e Jairo Máximo está na Espanha trabalhando com os "Repórteres sem Fronteiras".

Voando alto

Aos 12 anos de idade, quando viu pela primeira vez um avião de perto, Anaí Martin já sabia qual seria a sua futura profissão: Agente de Segurança de Vôo, popularmente conhecida como Comissária de Bordo. Hoje, a coluna Cidade Viva abre espaço para homenagear essa categoria profissional, que é comemorado no 31 de maio.
Essa mogiana, com toda a sua simpatia e alegria de viver trabalha há três anos na empresa aérea Gol tanto em viagens nacionais como internacionais e conta como tudo começou. "Quando vi pela primeira vez um avião de perto me apaixonei pela aviação, tanto que hoje faço faculdade de Aviação Civil".
Segundo Anaí, apesar de pouco comum, as empresas aéreas já têm mulheres no comando. "Na Gol temos uma comandante e 16 co-pilotos femininas e é isso que eu quero, nasci para voar alto".
Segundo ela, a profissão vai muito além do glamour que as pessoas enxergam nos uniformes elegantes e saltos altos. "As pessoas se esquecem que na verdade nós somos treinados para situações de emergências, temos cursos de primeiros-socorros, sobrevivência, entre outras coisas, mas Graças a Deus, até hoje não tive que atuar em situações de risco. Os passageiros confiam em nós e qualquer turbulência todos os olhares se voltam para o comissário".
Anaí se lembra de uma situação engraçada que mostra bem essa confiança. "Teve uma vez em que estava voltando de Guarulhos para Recife e uma passageira estava com muito medo e pediu para que eu segurasse a mão dela. Acabei passando mais de 2 horas de mãos dadas com a passageira".
Apesar do amor pela profissão, ela não nega a saudade de casa. "Eu amo Mogi e não trocaria essa cidade por nenhuma outra da América Latina, quando chego no aeroporto de Guarulhos, fico super feliz porque sei que estou perto de casa, que vou ver a minha família e amigos".
Quanto aos relacionamentos, Anaí diz que é complicado, quando a pessoa não é da mesma profissão. "Manter um relacionamento com "terráqueos", como chamamos as pessoas que não trabalham voando é mais difícil, porque os horários são muito complicados. Conheço pessoas que se casaram com passageiros, mas a maioria acaba se envolvendo com colegas de trabalho mesmo".
Parabéns, Anaí e a todos os Comissários de Bordo!

É hora de relaxar...

Mais uma vez o Cidade Viva abre espaço na coluna para homenagear uma categoria profissional. Nesta semana, é a vez de Cristina Lavitschka Andréo, isso porque dia 25 de maio, comemora-se o Dia do Massagista. Cristina, que é formada em Ciências da Computação entrou na profissão há cinco anos quando fez curso de massagem relaxante, logo em seguida associou a técnica com a aromaterapia e a partir daí não parou mais. "Eu costumo dizer que foi a profissão que me escolheu e não o contrário, desde que comecei a me interar sobre o assunto as coisas foram acontecendo".

Atualmente, Cristina faz drenagem linfática, massagem com bambu, com toalhas quentes, shiatsu, a famosa massagem indiana Ayurvédica, além da massagem drenante, que é sua especialidade, já que foi criada pela própria massagista. Ela mergulhou de cabeça na nova profissão e não pretende voltar para a frente dos computadores. "A informática me auxilia nas pesquisas e na parte administrativa, mas o que gosto mesmo é de ajudar a tratar os problemas de insônia, inchaço e a dor das pessoas".

Cristina ressalta, que a massagem é um método preventivo e auxiliar. "Eu sei até onde posso ir, porque a massagem não faz milagres. Quando percebo que não vou poder ajudar a pessoa, converso e indico que o cliente procure um médico ou fisioterapeuta".

Muito além dos medicamentos

Dia 12 de maio é comemorado o Dia Mundial dos Enfermeiros. Como fazemos todas as semanas destacamos um profissional da área para representar toda a categoria. Lívia Nogueira é mogiana e formada há apenas 2 anos pela USP. Ela é enfermeira supervisora do Hospital Ipiranga. Segundo ela, a paixão pela área da saúde já era antiga, mas só teve a certeza de que queria ser enfermeira após acompanhar uma pessoa da família que ficou internada. "Eu comecei a ver como era o trabalho e percebi que queria atuar mais próxima dos pacientes".
Apesar de seu trabalho ser um pouco mais calmo do que em outras alas do hospital, Lívia alerta que quem escolhe esta profissão tem que estar emocionalmente preparado. "O trabalho é desgastante, não pelo número de horas trabalhadas, mas sim pelo peso emocional".
Mesmo com a grande rotatividade de internações, a enfermeira tenta criar vínculos com as pessoas que estão internadas. "Nem todos os pacientes dão abertura para uma aproximação, mas aqueles que permitem, tentamos fazer tudo que é possível para que ele se sinta melhor e acolhido."
Segundo Lívia, esse contato faz com que o paciente se sinta seguro e a recuperação acaba sendo mais rápida. "Fazemos tudo para que as pessoas que estão internadas sintam-se especiais".


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24/01/2010

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